A Morte
Tão doce é a morte que vem e te toca
Tão fria, tão calma, de lâmina afiada e presença letal...
...dá-te o seu toque, o último sentido, o último vivido e o primeiro a morrer.
Nem sente, nem vê. Mas sabe!
Foi um fim sem começo para um começo sem fim.
A dor nem tanto foi crítica, mas o arrependimento, torturante
No pensamento insano, desesperado...
...é a morte!
O total contrário desta vida, mas que te dá vida, porém eterna.
Talvez isolada, sofrida, ou mesmo calma.
Quem sabe?
Não precisa e nem adianta sentir medo, e nem ter coragem.
A inércia desta hora será grande, será infinita.
Seu fim lembrado, muitas vezes ao acaso.
Alguma lembrança sem valor - mas lembrança - deixada para trás.
Tão simples, também, é a morte por ser morte.
Por não morrer. Ao contrário da vida que sempre acaba, sempre morre
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Publicada por Waleska Spencer à(s) 23:47 0 comentários
Anjos que choram
Publicada por Waleska Spencer à(s) 23:45 0 comentários
Amar-te eternamente...
Publicada por Waleska Spencer à(s) 23:38 0 comentários
Românticos são poucos, são loucos desvairados...
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro é o paraíso
Românticos são lindos e pirados
Que choram com baladas, que amama
sem vergonha e sem juízo
São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
Romântico são poucos...
São loucos como eu...
são loucos como nós...
Publicada por Waleska Spencer à(s) 23:36 0 comentários
Sou uma vampira sedutora,
que apenas quero teu amor...
Nesse lindo cangotinho,
quero depositar meu beijinho,
e escorregar até o ouvidinho...
Não quero teu sangue chupar,
quero apenas te vampirizar,
pra que nunca deixes de me amar...
Meu desejo hoje, é apenas te seduzir,
e pelos séculos que estão por vir,
oferecendo-te um adorável porvir...
Viveremos eternamente,
amando-nos ternamente...
Apenas quero te beijar com carinho...
Publicada por Waleska Spencer à(s) 23:34 0 comentários
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
++Sempre a vossa espera ++
Ontem ao querer-te, já era hoje.
E no hoje que se finda, no amanhã te quero.
O desejo, esse, era deter-te, reter-te e perder-te.
Mas nunca esquecer-te.
***
Cheiro. Ao cheirar-te. Retenho-me. Num momento de sentido em absoluto. Quero cheirar-te assim no ontem, que foi e não é. Quero ser o cheiro que emanas. E ao inalar-me, ontem, e no hoje. Detectar-te ao longe bem longe, ilustrando-te lá. Numa moldura vaza. De melindrados eus meus. Vou cheirar-te no livro de anjos caídos na minha podridão. Na página única do teu toque. Vou cheirar-me a alma. Num só alento. Ter-te dentro das mãos destituídas. Para quando abri-las ver-te. No meio da cegueira que me depreda.
***
Angustia. As golfadas de ar que me assolam o peito. Desfalecem-me. Tudo silencia. No cheiro sem cheiro. Da cor da tua alma desmedida. É por isso que cega. Porque era a tua. Não a minha. E não pude cheirar-me em ti, porque não havia cheiro. Nem havia algos nas páginas compostas pelas penas dos anjos. Já não habitam (me). Nas costas vergadas pela fadiga. Foram-me arrancadas em riscos pela pena suspensa do poeta.
***
Amanheço. Coberta de ti. Em pensamento. Nas mãos trago-te sempre. Porque são o vazio da ausência nossa. Reescrevo o futuro, nos vestígios insanos. Meus. E colo de novo as penas no teu livro. Sei que já não o lês. Que não me tocas pelas manhãs em que anoiteço. Mas preciso nele escrever-me. Ser mais uma palavra no meio de tantas outras. Confundir-me e achar-me perdida. Se puderes relembra-me no meio de teus odores. Eu estou lá. Podre. Como sempre o fui. Morta. Como sempre estive. No cerco em que me nego. Estou. Agarra-me o pulso e cheira-te no odor tatuado da veia cortada por ti.
Publicada por Waleska Spencer à(s) 19:58 0 comentários
++Visão++
Publicada por Waleska Spencer à(s) 19:54 0 comentários
Publicada por Waleska Spencer à(s) 19:51 0 comentários
A angústia
Pernas trémulas sentem,
Inunda-me de desespero
O vento no meu peito tocar
Ela grita, voz vibrante n’alma
…
Atado, pelo medo…
Chuva escorre os cabelos
Onde olhar? Não há horizonte
Relâmpagos tomam os céus
Vou-me para July, tocá-la
A última noite de julho
….
Cabisbaixo para a morte
Tenho de aceitá-la, venha!
És única certeza que conquisto
Não devolvo lâminas.
Pois as levo comigo. Vou longe.
Talvez não conto-lhe o retorno.
Publicada por Waleska Spencer à(s) 19:45 0 comentários
+++Não há esperança nas pilhas de ossos+++
Carcaça da morte, sabes bem!!!
A fome que sinto é tanta,…
E a tristeza que a minha alma contém,
Até os cães do inferno espanta.
Eu já fui bom, mas não me consigo lembrar quando…
O fluido de um fracasso corre selvagem,
Perdi o barco do sucesso garantido,
Ouve como os leões rugem,
E eu me acomodo, de espírito contido.
Corre o rio da vida, e eu deixei partir a jangada do amor…
Pinto o quadro só de memória,
Sublinho a vivacidade dos vermelhos,
Os desmaios do âmago da minha história,
Não se refazem só com os teus conselhos.
Parte, e não olhes para trás.
Publicada por Waleska Spencer à(s) 19:42 0 comentários
Arco íris sangrento
Publicada por Waleska Spencer à(s) 19:38 0 comentários
Publicada por Waleska Spencer à(s) 19:34 0 comentários
Olhar perdido no horizonte..
Publicada por Waleska Spencer à(s) 19:29 0 comentários
Chove
Chove,
Lapsos em lume brando,…
Há água em trombas,
Silêncio de savana,
Desgaste da vida cronometrada,…
Chove,
A queda do anjo cobarde,
Faz-me pensar em lamúrias,…
Sentado à bolina,
No canto do mundo,…
E a chuva a matar,…
Chove,
Olá universo,
Venci-te no abrupto….
Publicada por Waleska Spencer à(s) 19:26 0 comentários
Do hoje de faróis
Publicada por Waleska Spencer à(s) 19:21 0 comentários
Já não me basta este corpo de carne
E já me doem lembranças desta vida
Eu quero ser a noite, em todo seu esplendor
Quero ser o céu escuro que te cobre nas noites sem lua
Já não me basta esta beleza limitada
Essas paixões de memórias
Este corpo de vida curta
Não quero ser lembrada
Não quero ser esquecida
Não quero estar aqui
Eu quero ser
Apenas ser
E sempre ser
Eu quero que me sintas, me toques, me vejas
E eu não estarei lá
Não quero estar ao teu lado para que apenas assim penses em mim
Eu quero ser a noite, em todo seu esplendor
A noite de beleza eterna
Quero ser a brisa que te toca todas as manhãs
Que te traz noticias de além mar
Eu quero ser o manto negro que te cobre ao final de todas as tardes
Eu quero ser a noite
Quero ser para sempre
Publicada por Waleska Spencer à(s) 19:17 0 comentários
...**Perfeita Maldição**...
Publicada por Waleska Spencer à(s) 15:20 0 comentários
"Eu vôo nessa vida para mim mesma.
Não sou meia
Não sou mais ou menos
Sou toda
Sou tudo
Sou completa!
Vôo na escuridão e na luz
Insana e sadia.
Consciente e inconsciente
Repleta ou vazia.
Vôo no amor
Vôo na dor.
Assumo minhas vontades
Meus desejos e igualdades.
Sou justa
Sou fiel a mim.
Falo o que penso
Penso o que falo.
Não me importo com as aparências
Me importa a essência.
O âmago, a descência.
Escuto minha alma
Ouço o que é preciso ouvir
Ajo como eu sentir.
Sinto e vivo meus sentimentos
Eu nunca me escondo.
Nunca peço desculpas para agradar os outros.
Vivo minha sexualidade para agradar a mim mesma.
Expresso-a como deve ser expressa
Na totalidade do meu ser.
Por que eu sou deusa.
Sou fêmea
Sou lasciva.
Sou invasiva
Sou o poder."
Publicada por Waleska Spencer à(s) 04:11 0 comentários
Minha vida,
Meu lamento
Meu suspiro,
Meu tormento.
Escrivã do reino
Ceifeira da Morte,
Viajante dentro do nevoeiro
Ajudante da Sorte.
Tecedora da verdade
Sozinha ao tear,
Tecendo uma tapeçaria de saudade
Cantando música para o mar.
Canto as minhas canções ao vento
E ensino-lhe tudo,
Ele apenas escuta meu sofrimento.
O mar, guarda minhas lágrimas
E assim um dia vai transbordar,
E quem me fez chorar, em breve terá de pagar.
Publicada por Waleska Spencer à(s) 04:09 0 comentários
Publicada por Waleska Spencer à(s) 04:07 0 comentários
sorrindo seguia meu caminhar...
Feliz eu era,
Antes de apareceres.
Com os teus dizeres,
Encantas-te minha alma.
Cegas-te o meu coração.
Conduziste-me para o meio da escuridão.
Inspiras-te o meu ser,
Ajudaste-me a aparecer.
Fiz tudo o que desejavas,
Mas, no final tudo me negavas.
Mesmo assim avancei,
Cega de paixão
Que brota do meu coração.
Todos me diziam quem eras,
E eu não ouvia,
Porque só te queria.
Tu eras a serpente,
No meio do meu jardim de Éden.
Mostravas-me a doce tentação,
E eu avançava sem razão.
Vacilei por momentos,
E logo me seduziste novamente.
Arrastavas minha alma para o fogo ardente,
A cegueira do meu coração,
Estava perdida no meio da paixão.
Entreguei meu corpo e alma,
Cheia de amor me ofereci.
Subjugas-te minha vontade,
Para no fim me desabrigares.
Só mais uma conquista fui para ti.
Agora vazia e fria,
Tornaste-me um ser horrível.
A minha existência é incomoda,
Para todos os que me rodeiam.
Procurei-te novamente.
Voltas-te para mim.
A tentação não pareceu ter fim.
Chegou a hora de dizer,
E acabar de fazer
Tudo aquilo que me neguei.
Enfim percebi, quem eras afinal.
A verdade
Que sempre procurei,
Nunca pensei
Que um dia me tinha abandonado.
Voltando para mim,
Parti do teu mundo de injúrias,
O teu caos de amarguras,
Que sempre me davas.
No final, fui eu quem triunfei.
Sendo fria e vazia já não sinto.
Agora a presa és tu.
No meio de tudo o que passou,
Ainda penso no porque.
Corrompendo minha alma e minha vontade,
Sacias-te o teu desejo ávido.
Destruindo minha vida,
Começas-te o teu embuste.
Agora…
Chegou a tua vez,
Alguém te fará pagar
Porque me fizeste sofrer.
A verdade libertar-se-á,
E a liberdade reinará
Publicada por Waleska Spencer à(s) 04:05 0 comentários
O nascimento e os primeiros passos......
O nascimento e os primeiros passos
A primeira palavra e os primeiros abraços,
O livro escolhido, caído no chão
A linha de um poema inacabada
Ainda com a marca de ser selada,
No fim do serão tão prolongado,
O traço da carta anunciada
Por entre a onda que banha a enseada,
Caminhos de passos errantes,
No meio de terras distantes.
As vozes de muitos emitindo a solidão
Caminhando sempre com esperança
Procurando o inúmero perdão
Por entre a chuva abençoada
Tentando parar o tempo,
No meio da trovoada
Aproximar-se do meio da travessia
Perdida por entre a pradaria.
Chegar á ponte de pedra
Cair por entre a brecha
Anunciar assim a sentença
Da profecia acabada
No meio da vida ceifada
O badalar de morte
No meio da perda de sorte
Ouvindo-se o som da calma
Ecoando na minha alma.
Como uma imagem
Enfeitando o tecido no meio do tear
De uma história nunca acabada
Que não poderá ser parada
Pois o tear não parte
No meio do turbilhão
Que é a fiação
Da vida a morte
Correndo ligeirinho
O tecido fica pronto no meio do torvelinho
Publicada por Waleska Spencer à(s) 04:03 0 comentários
Depois da vida ceifada,
Pelo anjo da Morte.
Começas finalmente,
A viagem derradeira
Do cais aos barqueiros
Mesa de ficheiros
Limiar da eternidade
Purgatório de insanidade.
Pecados ilustrados
Mostram-se à beira dos finados
Condenação perpétua
À terra do serão
Onde a valia é o perdão
À terra da escravidão
Onde as acções são o castigo
Ó que triste destino
Saboroso medo
De ao fogo viajar
Condenação imortal
Do que cá fizeste.
São Pedro e os barqueiros
De chaves e remos
Te condenam pelos devaneios.
A barca da recompensa
É uma mera desavença
Com a barca da servidão.
O céu não te espera
Se não fizeste em vida o que devias
Chora agora pelo que vês que perdias.
A barca de ouro pela qual lutaste
É a que servirás
Pois Satanás ajudaste.
A viagem intemporal
Faz parte do arsenal,
Vingança,
Preguiça,
Gula,
Inveja,
Ira,
Luxúria,
Vaidade.
Todos te condenam
E te pesam os itens
De uma vida de pecados,
Sempre insaciados.
Embarca no que te espera,
Pois a viagem aguarda
A tua chegada.
Barca ou porta
Ouro do demónio
Madeira da árvore da vida.
Passa e esquece o resto.
Já nada te vale
O ouro ou título
Publicada por Waleska Spencer à(s) 03:58 0 comentários
Poema demónio:
Nasci e cresci
Tentaram moldar-me
Por vezes conseguiam.
Outras, eu recusei.
Hoje só eu sei
Quantas vezes naquela altura
Eu recuei.
Agora já não pensam
Que sou uma boneca.
A fachada acabou.
E o inferno começou.
O demónio libertou-se.
Farto de o julgarem e humilharem.
Farto de ser maltratado e rejeitado.
Farto de dizer sim a tudo e nada questionar.
Agora acordaram o demónio.
E por isso vão pagar.
Eu sou aquela
Que lhes sussurra aos ouvidos
Que os assusta por dentro
Que lhes assombra os pesadelos.
Tentam parar-me
Inutilmente resistem.
Acabarão por cair indefesos a mim.
Eu sou a inominável
Que vagueia na escuridão.
Tentando não permanecer
No meio da solidão.
Mas o caminho é de cristal
E os segundos escoam,
Para a porta
Aproximo-me ligeira,
Mas o caminho é travado.
Eles tentam resistir,
Não me querem deixar passar.
Agora o inferno vai começar.
A fealdade acabou.
A verdade começou.
A beleza estilhaçou-se,
E o mundo deles destruiu-se.
Agora o inferno aconteceu.
O meu mundo espera-me agora.
As chamas e o sofrimento,
Queimá-los-ão, pois lutaram para as ter
Humilhando e destruindo
Rejeitando e odiando.
Merecem sofrer.
O inferno começou.
E a mentira acabou.
Agora finalmente pagarão…
Publicada por Waleska Spencer à(s) 03:56 0 comentários
Minha alma continua a cair....
Crepúsculo abençoado,
Conduz ao outro lado.
Queda de luz,
Inicio da Escuridão.
A esperança da presa
É existir alguma salvação.
A ninfa forjou.
A noite eterna,
E com esta a deusa presenteou.
Sobe uma lua nova,
O sangue bebido
Pelos súbditos da deusa
É uma vez mais oferecido.
No seu altar de pedra negra
Os sacrifícios feitos
Aclamam com ardor
A morte, fartos de sentir dor.
A Deusa negra
Que os encanta com a voz
Paira sobre o rio
E lança-os sobre a foz.
Suas mãos dedilham,
Uma harpa.
Suas cordas são a noite,
Os seus sons são os ventos.
Melodias tristes ecoam os lamentos
Do regresso daqueles,
Que nunca voltaram.
Sua vida perdida,
No meio do festim
Para satisfazer a deusa negra
É apenas mais uma morte sem fim.
Para a acordar,
O crepúsculo acontece.
Para a deusa venerar,
A noite aparece.
A deusa apenas vagueia na noite,
Pois, a escuridão é bem mais aconchegante
Aparece sempre bem de rompante.
O tear da deusa, apenas conta as histórias
Das suas tristes memórias
De um amor eterno,
Que a expurgada de tudo de bom,
Aí desilusão dela começou.
A deusa tornou-se uma justiceira,
Vivendo para a vingança.
O seu amor
Que não gostou da matança
Amaldiçoou para a eternidade.
Apenas vivendo na noite,
Enquanto ele vivia também de dia.
A deusa com um último suspiro
Transformou-o num lobo
De dia homem, de noite lobo.
Percorrendo a eternidade juntos
São os criadores
Da guerra intemporal,
Tudo por causa de maus amores.
Seus descendentes condenados a matar
São aqueles que estão fartos de se recear.
A ninfa que forjara a noite,
Derramando uma lágrima
Acabou com a guerra,
Ceifando todas as vidas.
A deusa e o seu amor,
Por fim aniquilaram-se a eles próprios,
E partiram assim deste mundo,
Envoltos nas suas exibições de mútuo fervor.
Esta aprendiza, nunca mais ouviu algum clamor
Sobre a sua antiga linhagem.
Sendo agora ela a deusa,
A antiga intemporal viagem
Ela vai recomeçar.
No cemitério dos encantos,
Rodeada de súbditos devotos
Ela encanta os animais
Para sairem dos canais
E bailarem dentro dos temporais
A melodia da perdicção.
Sobe as cordas dos seu violino
A maldita melodia
É entoada, sendo
Por entre os súbditos saudada.
Publicada por Waleska Spencer à(s) 03:54 0 comentários
Eu danço a minha vida para mim mesma
Sou inteira
Sou completa
Digo o que penso
E penso o que digo
Eu danço a escuridão e a luz
O consciente e o inconsciente
O sadio e o insano
E falo por mim mesma
Autênticamente
Com total convicção
Sem me importar com as aparências
Todas as partes de mim
Fluem para o todo
Todos os meus aspectos divergentes tornam-se um
Eu ouço
O que é preciso ouvir
Nunca peço desculpas
Sinto os meus sentimentos
Eu nunca me escondo
Vivo a minha sexualidade
Para agradar a mim mesma
E agradar aos outros
Expresso-a como deve ser expressa
Do âmago do meu ser
Da totalidade da minha dança
Eu sou fêmea
Sou sexual
Sou o poder
E era muito temida
Ergas teu véu,
Mulher,
Sinta-te na tua
Morada corporal
Como a Deusa que tu és,
Sem temores das falácias,
Sem tremores nas faces,
Sem rumores fracos
Nos lábios.
Ergas tua alma,
Mulher,
Sejas como eu
Em todas as soberanias
Das Negras Sombras Lunares,
Participando Do Morrer Que Vale,
Participando Do Viver Que Acolhe.
Ergas tua alma,
Mulher,
Sejas como eu,
Sejas como Lilith,
Lilith que não é nada triste,
Lilith que não é nada submissa,
Lilith que não é nada apequenada,
Lilith Que É Guerreira,
Lilith Que É Imperatriz,
Lilith Que Se Governa!
Ergas tua alma,
Mulher,
Venhas para mim,
Venhas até mim,
Sejas o que sou,
Cada homem deve saber
Que O Feminino Crepúsculo
É A Fonte Do Verdadeiro Gerar
De Toda Coisa,
De meu Útero
Nascem As Estrelas Cadentes,
De vossos úteros
Podem nascer também
As Verdadeiras Estrelas,
Que como eu Caíram
A fim de iluminarem
As trevosidades danosas
Da Materialidade!
Ergas tua alma,
Mulher,
Tu és mais do que
Aquilo que tens
Entre as pernas,
Tu és mais do que
Aquilo que te faz
Ficar abaixo de um homem
Na cama,
Tu És Lilith,
Eu Sou Todas Vós
Quando A Lua Canta
Nas Vestes Sutis
Da Grande Noite
E As Verdadeiras Correntes
Liberam O Poder
Da Feminilidade
Fazendo Então De Toda Mulher
A Grande Fêmea
Que Sou Por Toda Mulher!
Publicada por Waleska Spencer à(s) 03:50 0 comentários
Bebei do meu sangue, eu sou Aquele Que A Noite Guarda, bebei do meu sangue, eu sou Pai e Mãe, bebei do meu sangue, eu sou o Veneno_Negro, não tereis frio, não tereis falta, não conhecereis a ignorância e a fome dos homens e sereis libertos da miséria e da morte. Sentai-vos, tudo o que vos mostraram antes foi ilusão, provação protocolar da alma e do corpo, labirinto e véu, partilhai desta Mesa, bebei porque eu sou a Taça Escarlate, comei porque eu sou a Hóstia de Lume, abri o peito agora porque nada há para esconder entre irmãos, despi-vos porque as vestes que vos deram foram apenas ritual que lava, porque nada pode dividir a carne que o sangue uniu, porque nada mais é de um só e tudo é dádiva, pertença da Mesa e celebração.
Abram o Tesouro que a carne oculta e prende e desta claridade forte, pura e alta bebamos todos, deixem que o Rio de Almas se reúna no Espelho da Mesa, que sejamos de novo o Único, o Sangue da Nascente, a Glória da Grande Pirâmide Negra. Não tenhais vergonha nos lábios nem temor nos gestos, a Senhora_da_Casa_da_Vida não é feroz para a sua prole, é doce como o sangue e nos Seios da Noite bebemos o amor que não separa a carne, o Espelho e a Taça são lençóis de prata e lume que nos vestem da vitória sobre a cinza, sobre os bens terrenos, o ciúme, a cobiça e a mentira e nos erguem livres para o voo na treva sagrada.
Recebei esta Coroa e beijai, beijai, beijai e bebei do Rio Escarlate, assim somos Um, assim nos nutrimos e de Luz Negra os corpos nus trajamos, preservados do pó dos dias e dos impérios do mundo.
porque o sangue é vida, porque o sangue enlaça e une as crianças da noite, porque o sangue é o chão, as paredes e o tecto do coven, a Porta, o túmulo e a ressurreição, onde quer que um de nós esteja.
Vemham pois somos todos vampiros e demónios….
Publicada por Waleska Spencer à(s) 03:47 0 comentários
Minha solitaria alma...
No lugar do silêncio
em mim
som estrepitoso
escapa aos tímpanos
expõe instintos
Não chamei de meu
o que era sonho
porque sonho
não tem pertencimento
é ave noctívaga
sem ninho seguro
pouso instável
incerto futuro
Teço em versos
aquilo que já não é
ou ainda será
Que emoção há
em versejar o presente ?
É como observar
gotículas que evaporam
em água fervente
Teço em versos
o que borbulhou
na mente
o que ficou
silenciado
no inconsciente
o que será lembrado
em gesto silente
Publicada por Waleska Spencer à(s) 03:27 0 comentários
Publicada por Waleska Spencer à(s) 02:18 0 comentários
ESCURIDÂO que me conforta,
Escuridão que me dá sossego.
E que preenche o imenso abismo
Que existe em meu coração.
Escuridão que vem acompanhada da SOLIDÃO,
Solidão que esteve comigo em toda minha vida...
Lembrando-me do quanto é bom senti-la
Ocupando o meu ser.
Solidão que vem acompanhada da DOR...
Dor que me faz adormecer chorando...
Dor que me faz amanhecer odiando...
Odiando a noite perdida,
Odiando a minha própria existência.
Dor que me faz idolatrar a MORTE.
Morte que me persegue,
Porém nunca me leva com ela.
Morte!Essa sim me faz ansiar a sua chegada.
Todo o meu mundo se tornou uma eterna escuridão,
Depois que conheci a verdadeira face da humanidade,
Por isso resolvi criar um mundo só meu.
Um mundo composto de escuridão, dor, solidão, morte e sofrimento.
Essa é minha eterna escuridão!
Essa é minha vida.
Publicada por Waleska Spencer à(s) 02:00 0 comentários
Veja o nada em que me tornei
Teu silêncio é sufocante
Você poderia ver se notasse a minha medíocre existência
Não feche seus olhos agora
Logo agora que preciso de ti
Estenda a tua mão e me tire desse escuro
Aqueça-me nesse frio mórbido, nessa noite triste
Faça-me viver novamente... Se é que um dia eu estive viva
Queria sonhar novamente...
Mas tudo o que acontece é você vir,invadir a minha mente confusa
e assombrá-la,consumindo o único resto de sanidade que há em mim
enfraqueço nesse silêncio,seus olhos tão distantes que preferem fitar o nada que a mim
Não consigo dizer uma só palavra
Isso vai acumulando,acumulando,me envolvendo...
Sufocando-me, me possuindo, me matando...
Despedaçada...
Veja o que está diante de ti, não feche os olhos
Não seja mais um a fazer isso comigo
Este é o meu último suspiro que deixo para ti...
Publicada por Waleska Spencer à(s) 01:59 0 comentários
Publicada por Waleska Spencer à(s) 01:56 0 comentários
As pessoas estão indos embora
sangue pelo chão
gritos pelo ar...
Não sei o que vou fazer
não sei como encontrar forças para correr
pois quem eu amo
está morto no chão
Maldito aquele que viola a lei divina
matando pessoas por pura diversão!
Por ti, amor! Morrerei!
Só não quero viver
num inferno de podridão!
Ilusão minha era achar que eles tivessem alma
que eles tivessem compaixão!
Um bando de jovens destruídos
por uma sociedade de eterna maldição.
Jovens assassinos...
Jovens sem alma e sem coração!
Jovens, condenados por um mesmo destino que eu...
O destino da solidão!
Perdi quem mais amei
e em cima de seu corpo chorarei
minha alma destruída pela vingança
e meu coração consumido pela tristeza
vão sempre ficar assim...
Até que no inferno te encontrarei!
Publicada por Waleska Spencer à(s) 01:51 0 comentários
Publicada por Waleska Spencer à(s) 01:50 0 comentários
Publicada por Waleska Spencer à(s) 01:47 0 comentários
Eu sou filho do cão,
Amaldiçoado pelas trevas...
Intuitivo, porém sem razão,
Sem absolvição e sem regras...
Sou um demônio criança,
E semeio pragas e alienação...
Levo-te a desesperança,
E no meu ar, a poluição...
Sou o anjo que veste negro,
Quebrando a paz e o sossego,
Dos elementos desta cúria...
E no meu modo de fúria,
Calar-te-ei prosterno,
No quinto de meus infernos...
Publicada por Waleska Spencer à(s) 01:42 0 comentários





+Poema.jpg)





































Entre... Permita-se ficar
E quando sair,
Deixe a porta aberta
Para quem quiser entrar!!

