A Morte
Tão doce é a morte que vem e te toca
Tão fria, tão calma, de lâmina afiada e presença letal...
...dá-te o seu toque, o último sentido, o último vivido e o primeiro a morrer.
Nem sente, nem vê. Mas sabe!
Foi um fim sem começo para um começo sem fim.
A dor nem tanto foi crítica, mas o arrependimento, torturante
No pensamento insano, desesperado...
...é a morte!
O total contrário desta vida, mas que te dá vida, porém eterna.
Talvez isolada, sofrida, ou mesmo calma.
Quem sabe?
Não precisa e nem adianta sentir medo, e nem ter coragem.
A inércia desta hora será grande, será infinita.
Seu fim lembrado, muitas vezes ao acaso.
Alguma lembrança sem valor - mas lembrança - deixada para trás.
Tão simples, também, é a morte por ser morte.
Por não morrer. Ao contrário da vida que sempre acaba, sempre morre
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Publicada por Waleska Spencer à(s) 23:47 0 comentários
Anjos que choram
Publicada por Waleska Spencer à(s) 23:45 0 comentários
Amar-te eternamente...
Publicada por Waleska Spencer à(s) 23:38 0 comentários
Românticos são poucos, são loucos desvairados...
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro é o paraíso
Românticos são lindos e pirados
Que choram com baladas, que amama
sem vergonha e sem juízo
São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
Romântico são poucos...
São loucos como eu...
são loucos como nós...
Publicada por Waleska Spencer à(s) 23:36 0 comentários
Sou uma vampira sedutora,
que apenas quero teu amor...
Nesse lindo cangotinho,
quero depositar meu beijinho,
e escorregar até o ouvidinho...
Não quero teu sangue chupar,
quero apenas te vampirizar,
pra que nunca deixes de me amar...
Meu desejo hoje, é apenas te seduzir,
e pelos séculos que estão por vir,
oferecendo-te um adorável porvir...
Viveremos eternamente,
amando-nos ternamente...
Apenas quero te beijar com carinho...
Publicada por Waleska Spencer à(s) 23:34 0 comentários
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
++Sempre a vossa espera ++
Ontem ao querer-te, já era hoje.
E no hoje que se finda, no amanhã te quero.
O desejo, esse, era deter-te, reter-te e perder-te.
Mas nunca esquecer-te.
***
Cheiro. Ao cheirar-te. Retenho-me. Num momento de sentido em absoluto. Quero cheirar-te assim no ontem, que foi e não é. Quero ser o cheiro que emanas. E ao inalar-me, ontem, e no hoje. Detectar-te ao longe bem longe, ilustrando-te lá. Numa moldura vaza. De melindrados eus meus. Vou cheirar-te no livro de anjos caídos na minha podridão. Na página única do teu toque. Vou cheirar-me a alma. Num só alento. Ter-te dentro das mãos destituídas. Para quando abri-las ver-te. No meio da cegueira que me depreda.
***
Angustia. As golfadas de ar que me assolam o peito. Desfalecem-me. Tudo silencia. No cheiro sem cheiro. Da cor da tua alma desmedida. É por isso que cega. Porque era a tua. Não a minha. E não pude cheirar-me em ti, porque não havia cheiro. Nem havia algos nas páginas compostas pelas penas dos anjos. Já não habitam (me). Nas costas vergadas pela fadiga. Foram-me arrancadas em riscos pela pena suspensa do poeta.
***
Amanheço. Coberta de ti. Em pensamento. Nas mãos trago-te sempre. Porque são o vazio da ausência nossa. Reescrevo o futuro, nos vestígios insanos. Meus. E colo de novo as penas no teu livro. Sei que já não o lês. Que não me tocas pelas manhãs em que anoiteço. Mas preciso nele escrever-me. Ser mais uma palavra no meio de tantas outras. Confundir-me e achar-me perdida. Se puderes relembra-me no meio de teus odores. Eu estou lá. Podre. Como sempre o fui. Morta. Como sempre estive. No cerco em que me nego. Estou. Agarra-me o pulso e cheira-te no odor tatuado da veia cortada por ti.
Publicada por Waleska Spencer à(s) 19:58 0 comentários
++Visão++
Publicada por Waleska Spencer à(s) 19:54 0 comentários





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Entre... Permita-se ficar
E quando sair,
Deixe a porta aberta
Para quem quiser entrar!!

